O mercado automotivo brasileiro acaba de registrar um momento sem precedentes. Em fevereiro de 2025, um carro elétrico liderou as vendas do varejo nacional pela primeira vez na história do setor. O responsável pelo feito foi o BYD Dolphin Mini, que emplacou 4.094 unidades no mês e desbancou modelos tradicionais e consagrados no ranking mensal, em uma virada que sinaliza uma mudança real no comportamento do consumidor brasileiro.

A coincidência com o calendário não passou despercebida: o feito aconteceu exatamente dois anos após o lançamento oficial do modelo no Brasil, em fevereiro de 2024. Em apenas 24 meses de presença no mercado, o Dolphin Mini acumulou mais de 62 mil unidades vendidas no total, um ritmo de adoção que poucos modelos conseguiram igualar em tempo equivalente.

Com preço sugerido de R$ 119.990, o Dolphin Mini ocupa uma faixa que mistura acessibilidade relativa com tecnologia elétrica. Para o público brasileiro cada vez mais atento ao custo por quilômetro rodado e à praticidade da recarga doméstica, o modelo encontrou um equilíbrio que os concorrentes ainda tentam reproduzir.

O resultado de fevereiro não foi um fenômeno isolado do Dolphin Mini. A BYD mostrou força com todo o seu portfólio no período. A linha Song, família de SUVs da marca, também figurou entre os dez veículos mais vendidos no varejo do mês, ocupando a oitava posição com 2.818 unidades emplacadas. A combinação dos dois modelos reflete uma estratégia bem-sucedida de diversificação, atendendo públicos distintos com perfis de uso diferentes.
No ranking geral de veículos de passeio no varejo, a BYD fechou fevereiro como a segunda marca mais vendida do país, com 9.377 unidades e participação de 12,8% no segmento. Ao incluir as vendas diretas, que contemplam frotas, locadoras e outras modalidades, a fabricante chinesa manteve a quinta posição pelo segundo mês consecutivo, com 11.379 unidades, representando 8,1% do total do mercado.
Esses números mostram que a ascensão da BYD no Brasil não depende de um único produto nem de um mês atípico. A marca construiu presença consistente ao longo dos últimos dois anos, expandindo rede de concessionárias e ampliando o volume de veículos disponíveis para pronta entrega, dois fatores que costumam travar o crescimento de marcas estreantes no país.



