Levantamento mostra redução nos valores de carros novos, usados, elétricos e híbridos anunciados em agosto.
O mercado automotivo brasileiro registrou queda nos preços dos veículos novos em agosto pelo terceiro mês consecutivo, consolidando uma tendência de desvalorização. Segundo dados do Índice Webmotors, que acompanha mensalmente os valores anunciados, o preço médio dos modelos zero quilômetro recuou 0,117% no mês. Esse resultado representa uma variação de 0,047 ponto percentual em relação a julho, quando o índice apontava retração de 0,070%.
No segmento de usados, a desvalorização também persistiu. Em agosto, o índice ficou em -0,408%, ligeiramente acima do registrado em julho (-0,418%). Considerando novos e usados, o indicador geral fechou em -0,392%, com redução na desvalorização frente ao mês anterior.
Além dos veículos a combustão, o levantamento mostrou que a queda também atingiu elétricos e híbridos. Os modelos elétricos zero quilômetro tiveram índice de -0,388% em agosto, intensificando a perda de valor em relação a julho. Já os elétricos usados sofreram ainda mais: o índice chegou a -1,474%, com variação mensal de -1,258 ponto percentual.

No segmento híbrido, os números seguiram negativos. Os modelos zero quilômetro registraram índice de -0,194%, enquanto os usados caíram -1,006%, ambos com desvalorização superior à do mês anterior.
Esse comportamento mostra que, mesmo nas categorias mais novas e tecnológicas, os preços estão em ajuste. Fatores como chegada de novos modelos, avanços rápidos em tecnologia e mudanças em incentivos influenciam diretamente os valores de revenda.
A queda nos preços pode representar uma oportunidade para consumidores interessados em migrar para veículos eletrificados. Com mais opções disponíveis e um cenário competitivo, há espaço para negociações mais favoráveis. Para as montadoras, o desafio é equilibrar margens, tecnologia e estratégias comerciais para manter a atratividade desses modelos.

O Índice Webmotors reforça que as variações de preços não atingem apenas um segmento, mas todo o ecossistema automotivo. Mesmo categorias tradicionalmente valorizadas, como SUVs e sedãs eletrificados, acompanharam a tendência geral. Essa dinâmica mostra que o mercado brasileiro passa por um momento de reajuste amplo, influenciado por fatores econômicos internos e tendências globais.
Em resumo, agosto consolidou a tendência de queda de preços no mercado automotivo nacional. Tanto veículos novos quanto usados, elétricos ou híbridos registraram depreciação, refletindo um ambiente de maior competitividade e ajustes frente às novas condições do setor.



